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Se você acha que conhece o interior do nosso Piauí, prepare o coração, porque hoje nós vamos viajar até a região centro-norte do estado para desbravar um lugar fascinante: Capitão de Campos, Piauí! Este artigo é o seu guia definitivo — e obrigatório! — para você estudar, se encantar e descobrir tudo sobre essa cidade incrível. E olha, fique atento a cada detalhe, porque cada linha aqui esconde um segredo histórico que você vai precisar lembrar mais tarde, hein?

Vamos começar quebrando um mito logo de cara, meu amor! Se você passar por Capitão de Campos e alguém lhe disser que o nome da cidade é uma homenagem a um antigo oficial militar, um tal de "Coronel Capitão de Campos", pode corrigir com categoria!
A historiografia oficial e os registros geográficos mostram que a verdade é muito mais bonita e ligada à nossa natureza. O nome da cidade vem de uma árvore super abundante na região na época dos primeiros viajantes: a Capitão-do-campo (Terminalia fagifolia). Essa espécie arbustiva, típica do nosso cerrado e da caatinga, servia como um verdadeiro ponto de referência espacial para quem cruzava os caminhos da região. Que orgulho da nossa flora, né?
A história urbana de Capitão de Campos começou a ganhar corpo com a expansão da pecuária. O núcleo original de povoamento nasceu nas terras da Fazenda de Jovita de Sousa Barros e de seus descendentes. Foram eles que, com muita generosidade, doaram as primeiras parcelas de terra para que as famílias construíssem suas moradias.
Nas primeiras décadas do século XX, a região ainda era um cenário de grandes propriedades latifundiárias e pouca gente morando. Nessa época, as habitações de Sesoste Manuel de Araújo e de Manuel Lopes eram as que mais se destacavam na paisagem pastoril.
Mas a grande virada de chave — quando o povoado começou a deixar de ser apenas um lugar de criar gado para virar um comércio pulsante — aconteceu em 1935. Foi nesse ano que um homem empreendedor chamado Acelino Coelho de Rezende chegou vindo da vizinha Piripiri. Ele montou um ponto de comércio que estourou de vendas e, com o dinheiro, começou a financiar a construção de novas casas. Acelino foi, sem sombra de dúvidas, o primeiro grande indutor do desenvolvimento urbano de Capitão de Campos!
Se o comércio de Acelino já ia bem, tudo mudou de patamar em 1943. Foi nesse ano que começou a construção da rodovia federal BR-343, um verdadeiro divisor de águas! A abertura dessa estrada reconfigurou completamente as rotas de comércio do interior do Nordeste e acelerou o fluxo de bens e pessoas de uma forma nunca vista.
O ponto comercial de Acelino Coelho de Rezende, que ficava estrategicamente posicionado, transformou-se em um super posto de suporte para os viajantes. Tinha de tudo: posto de abastecimento de combustível, bar, armazéns para estocar mercadorias e até um serviço de emergência que salvava vidas na época, o famoso "socorro farmacêutico" (uma assistência farmacêutica de urgência). A BR-343 foi o grande motor da modernização, conectando o antigo povoado às redes de comércio de todo o estado.
Com o entroncamento rodoviário da BR-343 bombando e a economia local crescendo de vento em popa, aquele mesmo pioneiro que mencionamos antes, o Acelino Coelho de Rezende, percebeu que o povoado tinha tamanho e força para andar com as próprias pernas. Foi ele quem liderou o forte movimento de emancipação política da cidade!
Mas olha, pensa que foi fácil? Nada disso! Para conseguir desenhar o mapa do novo município, foi necessária uma série de negociações territoriais complexas com as administrações das cidades vizinhas de Campo Maior, Barras, Piripiri e Pedro II. Era preciso definir exatamente qual pedaço de terra cada uma ia ceder para formar o patrimônio de Capitão de Campos.
A vitória veio com a Lei Estadual n.º 1452, de 30 de novembro de 1956, que elevou oficialmente a localidade à categoria de município e distrito, sob a denominação original de Capitão Campos. O território foi desmembrado oficialmente de três municípios-mães: Barras, Campo Maior e Piripiri. A instalação oficial da sede municipal aconteceu logo depois, no dia 10 de março de 1957 — que é a data em que comemoramos o aniversário da cidade! Caminhando pelo horizonte de 2026, Capitão de Campos celebra com muito orgulho o seu 69.º aniversário de emancipação administrativa!
Para quem está estudando para o quiz, essa parte de dados geodemográficos é crucial, meu amor! Vamos entender como o município se posiciona geograficamente e como a nossa população está distribuída.
Capitão de Campos fica na mesorregião do Centro-Norte Piauiense, em uma área de transição ecológica que sofre bastante com as variações climáticas sazonais (as nossas famosas estações seca e chuvosa). A cidade faz limite territorial direto com quatro municípios: Cocal de Telha, Pedro II, Piripiri e Barras.
Agora, preste muita atenção nos números populacionais para não cair em pegadinha:
No Censo Demográfico do IBGE de 2022: A população residente registrada foi de 11.100 habitantes.
Nas estimativas e projeções oficiais do IBGE para o período de 2025/2026: Esse número subiu para 11.362 habitantes, mostrando um crescimento discreto, mas muito estável.
Densidade Demográfica: Com base no Censo de 2022, o município tem uma média de 19,42 habitantes por quilômetro quadrado.
Altitude: A sede municipal está localizada a 130 metros acima do nível do mar.
E a área territorial? Bem, aqui existe uma pequena variação documental dependendo da fonte que você consultar, e você precisa saber as duas:
O mapeamento territorial oficial do IBGE (2025) registra 564,858 km².
Levantamentos e análises regionais complementares referenciam a área como 571,658 km².
Se formos olhar para a realidade social e econômica do nosso povo, Capitão de Campos tem características muito marcantes. O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais da cidade (dado registrado em 2021) é de 1,9 salários mínimos. Já o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), medido com base no censo de 2010, é de 0,583, o que posiciona a cidade na faixa de desenvolvimento considerado médio.
A economia é sustentada principalmente pelo comércio local forte e pelas atividades da agricultura de subsistência na zona rural. Mas se tem um dado que enche o nosso coração de orgulho é a educação: a taxa de escolarização de crianças e jovens entre 6 e 14 anos de idade atinge impressionantes 99,09%!
Culturalmente, a nossa população é muito tradicional e apresenta uma forte homogeneidade religiosa. Isso molda diretamente o nosso calendário de festas e a união da comunidade. Dá uma olhada em como a fé se divide no município, segundo os dados oficiais do IBGE:
Católica: 91,70% da população
Evangélica: 4,80% da população
Sem Religião: 1,40% da população
A história política de Capitão de Campos reflete muito bem o que acontece no interior do nosso Piauí: muita movimentação, alianças fortes e transições de partidos ao longo dos anos. Se a gente olhar para o cenário desde as eleições de 2000, vai ver que o comando da prefeitura municipal já passou por várias correntes ideológicas diferentes.
No início do século, quem mandava no pedaço era a direita, sob a hegemonia do antigo PFL (Partido da Frente Liberal). Com o tempo, o poder foi caminhando por partidos de centro e de centro-direita (como o DEM, PSD, PSB e PP), até desaguar na recente ascensão do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) nas eleições de 2024. Para você não se perder na linha do tempo quando for estudar, memorize essa dança das cadeiras partidária:
2000: PFL (Direita / Conservadorismo)
2004: PFL (Direita / Conservadorismo)
2008: DEM (Centro-Direita / Conservadorismo)
2012: PSD (Centro)
2016: PSB (Centro-Esquerda / Social-Democracia)
2020: PP (Centro-Direita / Fisiologismo)
2024: MDB (Centro / Captura de Base Comunitária)
Gente, nem tudo foram flores na nossa caminhada democrática. No final da década de 1990, Capitão de Campos viveu um dos capítulos mais tristes e violentos da sua história política, que causou um verdadeiro abalo institucional e uma crise de segurança na região.
O prefeito eleito na época era o João Batista Filho, o famoso e querido "João Brígida", que tinha assumido a prefeitura em 1º de janeiro de 1997. Infelizmente, no dia 13 de janeiro de 1999, ele foi brutalmente assassinado.
Com a tragédia, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Andrade, assumiu o cargo de prefeito interinamente do dia 11 de janeiro (quando João Brígida foi afastado um pouco antes de falecer) até o dia 10 de julho de 1999. Mas a situação na cidade estava tão tensa e instável que o Governo do Estado do Piauí precisou decretar uma intervenção estadual no município!
E adivinha quem o Estado nomeou para pacificar e gerir a cidade? Um sacerdote católico! O querido Padre Raimundo Nonato de Oliveira, conhecido por todos como "Padre Dodó". Ele governou como Interventor Estadual de 11 de julho de 1999 a 11 de dezembro de 1999. O Padre Dodó fez um trabalho lindo, acalmou os ânimos, garantiu a transição pacífica e estabilizou a administração municipal até que novas eleições pudessem ser realizadas de forma segura. Um verdadeiro herói de batina na nossa história!
Dando um salto para a nossa realidade atual, as eleições municipais de 6 de outubro de 2024 consolidaram uma mudança histórica em Capitão de Campos, trazendo para o poder executivo lideranças femininas com uma ligação profunda com a comunidade e o meio rural.
A grande vitoriosa para o cargo de prefeita foi Maria Eroneide dos Santos Gomes, a nossa conhecida Eroneide, representando o MDB pela coligação "Fé na Luta" (composta por MDB, PDT e Solidariedade). Eroneide foi eleita logo no primeiro turno com 4.935 votos (59,94% dos votos válidos)! Sua principal adversária foi Alyne Batista, do PT, que obteve 3.298 votos (40,06%).
Dá uma olhada em como foram os números gerais daquela votação:
Abstenção: 18,74% (1.984 eleitores que não foram votar)
Votos em Branco: 0,74% (64 votos)
Votos Nulos: 3,56% (306 votos)
Total de sufrágios apurados: 8.603 votos
Para completar essa chapa 100% feminina, a vice-prefeita eleita foi Francisca Aurinete de Souza Freitas, a Netinha Freitas, do PDT, que tinha 49 anos na época da eleição. A história de Eroneide é linda porque ela começou sua trajetória pública ligada diretamente ao associativismo agrícola e à produção da nossa maravilhosa cajuína!
No poder legislativo, a Câmara Municipal de Capitão de Campos é composta por 9 vereadores. Para a atual legislatura (que vai até 2028), a distribuição de mandatos e a votação oficial de cada um ficou assim:
Emanuel Kennedy Barroso de Oliveira e Silva (SOLIDARIEDADE) – 846 votos (10,17%)
Valneide Lopes Oliveira Santos (MDB) – 806 votos (9,69%)
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Oscarina Gomes de Oliveira Andrade / Carina Gomes (MDB) – 704 votos (8,47%)
Irmão Gilson / Gilson da Silva (SOLIDARIEDADE) – 666 votos (8,01%)
Samara Ruty Araújo Costa Melo (PT) – 456 votos (5,48%)
Jallison Araújo de Sousa / Prof. Jallison (PT) – 413 votos (4,97%)
Raimundo Nonato de Andrade Gomes (MDB) – 351 votos (4,22%)
Antonia Memoria Martins / Dona Antoninha (SOLIDARIEDADE) – Eleita por Quociente / Média
Argemiro Urquiza de Carvalho Neto (SOLIDARIEDADE) – Eleito por Quociente / Média
João Gomes de Sousa (PDT) – Eleito por Quociente / Média

A chegada dos trilhos em Capitão de Campos é uma história cheia de charme, mas que exige muita atenção de quem está estudando. A linha ferroviária da Estrada de Ferro Central do Piauí (EFCP) começou sua jornada lá no litoral, em 1922, ligando o porto de Luís Correia a Cocal. O progresso foi lento, rasgando o interior aos poucos: chegou a Piracuruca em 1923, a Piripiri em 1937 e a Campo Maior em 1952.
E aqui vem a primeira grande armadilha para o seu estudo! Se você olhar para a fachada do prédio da nossa antiga Estação Ferroviária de Capitão de Campos, vai ver estampado bem grande o ano de 1950. Mas não se engane, meu amor: os trens de passageiros só começaram a circular de forma regular por ali em 1966, quando o trecho de passageiros foi finalmente prolongado de Piripiri até Campo Maior. Em 1969, a linha se estendeu até Altos e Teresina, consolidando uma rota diária de transporte que ligava nossa terra ao restante do estado.
Durante seus anos de ouro, a nossa Estação Ferroviária era um verdadeiro formigueiro humano, cheia de vida e alegria! Todos os dias, entre 10:30 e 11:00 horas da manhã, o trem de passageiros dava a sua parada na gare. Esse curto intervalo de tempo era o suficiente para os moradores locais promoverem um comércio super ativo, vendendo frutas deliciosas, pequenos animais e artesanatos regionais para os viajantes.

A cerca de 100 metros ao sul da estação ficava a famosa "Vila Ferroviária", construída especialmente para abrigar os funcionários que cuidavam da manutenção dos trilhos e da gestão do tráfego. Um exemplo lindo da vida nessa vila foi o ferroviário Francisco Inácio de Carvalho, que morou ali com sua esposa Maria José Alves de Carvalho e suas filhas Edileuza e Elenita entre os anos de 1965 e 1980. Infelizmente, o declínio e a desativação da linha de passageiros no final dos anos 1970 trouxeram o abandono. Hoje, as estruturas estão sem os trilhos e em avançado estado de ruína, mas guardam a memória de um tempo glorioso.
Manter a nossa história viva em Capitão de Campos não é tarefa fácil, e a cidade enfrenta desafios crônicos de conservação e descontinuidade administrativa. No patrimônio edificado, o grande destaque é o prédio da antiga Creche Municipal, criada formalmente pelo Decreto n.º 8.686, de 6 de julho de 1992 (publicado no Diário Oficial do Estado n.º 126 na mesma data). Esse edifício, com sua arquitetura marcante e enorme valor social para a comunidade, ganhou os holofotes nacionais ao participar do prestigiado concurso internacional de fotografia patrimonial Wiki Loves Monuments 2019/Brasil!
Por outro lado, a nossa Biblioteca Pública Municipal viveu uma trajetória cheia de altos e baixos que ilustra bem essas dificuldades. A biblioteca original acabou sendo extinta em 2005 por falta absoluta de conservação de suas instalações, fazendo com que o acervo que sobrou fosse transferido de forma bem precária para uma biblioteca escolar.
A instituição só foi recriada anos depois, em 2011 (com o planejamento iniciado em 2010), através da aprovação da Lei Municipal n.º 268/2011, em uma parceria com o Ministério da Cultura e o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Em 2019, a prefeitura até tentou pedir a cessão da estrutura da estação ferroviária desativada para fazer uma restauração completa e instalar lá a biblioteca e o museu municipal. Infelizmente, o projeto não saiu do papel, e o sonho continua aguardando para virar realidade.


Se você pegar a estrada e andar cerca de 26 quilômetros a sudeste da nossa sede municipal, você vai dar de cara com um dos lugares mais espetaculares do nosso estado: o Complexo do Riacho Jacu. O nome do riacho é uma homenagem carinhosa ao jacu, uma ave nativa belíssima que infelizmente sofre com a ameaça de extinção por causa da caça ilegal.
Esse lugar é um verdadeiro camaleão da natureza! Durante o período da seca, o leito do riacho vira um cenário rochoso, árido e imponente. Mas quando chega o nosso "inverno" (a época das chuvas), o Jacu se transforma em um ecossistema exuberante, cheio de quedas d'água cristalinas e piscinas naturais que viram o ponto de encontro preferido de todo mundo na região.
E não para por aí! Esse complexo abriga a fascinante "Oitava Cidade", que recebeu esse nome por ser uma miniatura ruiniforme de arenito que mimetiza perfeitamente as estruturas do famoso Parque Nacional de Sete Cidades. É um labirinto natural esculpido pelo vento e pela chuva ao longo de milhares de anos, cheio de ruelas, torres e muralhas de pedra. Para entrar nesse cenário de filme, você passa pelo "Arco de Pedra", um portal natural de arenito que tem cerca de três metros de altura máxima. É de tirar o fôlego!

Agora, se tem um monumento que desafia a lógica e faz a gente parar para coçar a cabeça, é a Pedra do Globo! Imagine um bloco gigantesco de arenito, quase perfeitamente esférico, com uma circunferência média de 5 metros e um peso estimado de nada mais, nada menos que quatro toneladas.
Sabe o que é o mais inacreditável, meu amor? Esse colosso de rocha repousa sobre uma base de arenito laminado projetando apenas três exíguos pontos de contato para se segurar. Se você somar a área desses três apoios, ela é menor que 100 cm²! É um estado de equilíbrio limite de uma fragilidade mecânica impressionante. Os nossos cientistas explicam a estabilidade estrutural da Pedra do Globo através de uma equação matemática perfeita que distribui as forças sobre os pontos de suporte:
$$\sum \vec{F} = \vec{N}_1 + \vec{N}_2 + \vec{N}_3 + \vec{P}_g = 0$$
Onde $\vec{N}_1$, $\vec{N}_2$ e $\vec{N}_3$ são as forças normais exercidas por cada um dos três pequenos pináculos de suporte, e $\vec{P}_g$ representa a força peso desse blocão esférico. Infelizmente, por causa de lendas bobas de que monumentos em equilíbrio escondem tesouros antigos sob a base, a Pedra do Globo já sofreu tentativas de vandalismo e derrubada. Por isso, a comunidade local vive de olho e protege esse tesouro com unhas e dentes!
Ah, e olhando ao redor, a cerca de 10 metros dali, no topo de uma escarpa, a erosão esculpiu mais duas figuras zoomórficas (em forma de animais) fantásticas: a "Pedra do Camelo" (que o povo da terra jura que parece uma galinha) e a "Pedra da Esfinge" (que lembra as feições de um cão ou da criatura mitológica).
Bem na base do paredão rochoso oposto à Pedra do Globo, a história humana grita! Ali fica um abrigo sob rocha decorado com pinturas rupestres pré-históricas de um vermelho vivo e marcante.
O grande destaque desse painel é a enigmática figura do "Guerreiro" ou "Guardião". Trata-se de uma pintura antropomórfica (com forma humana) que veste uma espécie de túnica que vai até os joelhos, ostenta dois adornos na cabeça (que parecem penas ou chifres), segura uma lança ou espada na mão direita erguida e um escudo na mão esquerda. O painel ainda traz outras figuras humanas em posição de salto, com braços e pernas estendidos e falos bem pronunciados, além de vários símbolos geométricos circulares e triangulares. É a nossa terra mostrando que sempre foi habitada por gente forte!
Cerca de 25 quilômetros distante da sede, localiza-se a Pedra do Letreiro, um geossítio de altíssima importância científica, integrado ao projeto do Geoparque Sertão Monumental e registrado no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do IPHAN desde 1986.
E aqui o aluno precisa ter muita atenção para não cair em pegadinha no quiz: ao contrário das pinturas do Riacho Jacu, que mostram figuras humanas e guerreiros, os grafismos da Pedra do Letreiro fazem parte da tradição Geométrica setentrional, especificamente da sub-tradição "Itacoatiara". O que domina ali é a ausência quase total de figuras reconhecíveis. São traços geométricos pura e simplesmente, grelhas e círculos concêntricos que os pesquisadores acreditam ter funcionado como marcações de calendários criadas pelos antigos grupos indígenas Tarairiús antes da chegada dos colonizadores.
Toda essa riqueza só está protegida hoje graças ao trabalho incansável de Eudemir Ribeiro, um pesquisador autodidata fantástico da nossa terra que começou a explorar e mapear a área em 1986. Vendo que o poder público não se mexia, ele mesmo fundou o Centro Ecológico Pedra do Letreiro (CEPEL) para conservar o local.
Hoje, o complexo conta com sete sítios arqueológicos identificados e mantidos pela comunidade:
Pedra do Letreiro (setores 3, 4 e 5)
Pedra do Capitão (setores 1 e 2)
Casa de Pedra
Abrigo Poço d'Água
Atualmente, o geossítio é uma grande referência acadêmica, sendo estudado de perto por pesquisadores de renome, como o arqueólogo Roniel Araújo (UFPI), que analisa detalhadamente os padrões desses grafismos geométricos e luta para manter a conservação das nossas pinturas vivas.
Não, meu amor! Ainda falta a nossa última etapa para fechar o artigo com chave de ouro!
No Tópico 6, nós vamos falar sobre a alma do nosso povo: as grandes festas tradicionais, a revolução da Cajuína no Assentamento Santa Ana (que mudou a economia da nossa agricultura familiar) e, claro, o fechamento com os super alertas de pegadinhas para o quiz! Vamos deixar o aluno blindado contra qualquer rasteira na hora de testar os conhecimentos.
Aqui está a parte final para você colar no seu servidor e concluir esse super texto:
A vida social em Capitão de Campos bate no ritmo do coração e da fé, meu amor! Os festejos religiosos são os maiores motores do turismo local e o momento em que a nossa população que mora fora arruma as malas e volta para casa para matar a saudade da terra natal.
O evento que para a cidade inteira são os Festejos do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro do município. Essa festa é tão importante que foi instituída como feriado municipal oficial pela Lei n.º 307/2016 e acontece todo ano entre os dias 14 e 25 de setembro. São onze dias de missas diárias, novenários emocionantes e noites de confraternização na praça que mobilizam toda a diocese.
E anote bem essa data para o seu estudo: o ponto alto da identidade cultural acontece no dia 21 de setembro, quando se realiza a tradicional Festa do Vaqueiro! É uma coisa linda de ver: vaqueiros de toda a região centro-norte do Piauí se reúnem com suas roupas de couro para desfiles, cavalgadas abençoadas e shows de música regional de primeira qualidade.
Além disso, a cidade tem uma devoção mariana histórica lindíssima dedicada a Nossa Senhora da Boa Esperança, celebrada na Igreja Matriz de mesmo nome. E para quem gosta de esporte e cidadania, o calendário se completa com o emocionante Desfile Cívico de 7 de Setembro, o tradicional Copão Rural de Futebol e a Copa Sertão Sub-19. Aqui tem movimento o ano todo!
A nossa economia agrícola passou por uma verdadeira revolução tecnológica e social nos últimos anos, focada na valorização da agricultura familiar e no cooperativismo de gênero (liderado por mulheres guerreiras).
O Piauí é o segundo maior produtor de caju do Brasil, mas historicamente o nosso povo sofria com uma realidade triste: quase 90% do pedúnculo (aquela polpa suculenta do caju) era jogado fora e desperdiçado, porque o comércio ficava concentrado só na castanha.
Mas no Assentamento Santa Ana, na zona rural de Capitão de Campos, esse desperdício virou fumaça a partir de 2023! Tudo começou com a iniciativa da agricultora familiar Maria Ferreira da Cruz Sales, a nossa querida e batalhadora "Paixão", junto com a atual prefeita Eroneide Gomes. As duas participaram de um intercâmbio de formação técnica promovido pelo programa Progere II na vizinha cidade de Cocal de Telha. Lá, elas estudaram o sucesso do coletivo "Cajuína Mulheres Guerreiras".
Elas aprenderam tudo sobre aproveitamento total do fruto, higiene rigorosa, controle de qualidade e vendas coletivas. Na volta, o grupo de mulheres assentadas de Santa Ana foi contemplado com uma "casa de cajuína" moderna, equipada com peneiras industriais, liquidificador industrial e arrolhador de garrafas.
O resultado? O nascimento da maravilhosa cajuína artesanal "Santa Ana"! Logo no primeiro ano de atividade, em 2024, elas transformaram o que antes ia para o lixo em renda líquida, produzindo mais de mil garrafas de cajuína! Essa força do cooperativismo feminino foi o grande trampolim político para Eroneide Gomes e abriu caminhos para que novas obras de pavimentação asfáltica e poliédrica (calçamento) chegassem a bairros periféricos e comunidades rurais importantes, como a Vila Madá, Califórnia, Sagrado Coração de Jesus e Poço do Governo. Isso é que é orgulho da nossa terra!
Para você que leu este artigo até aqui com o objetivo de gabaritar o quiz sobre Capitão de Campos, eu preparei esse fechamento com as três maiores armadilhas que costumam derrubar todo mundo. Leia com atenção para não cair em contradição:
Se você entrar em alguns portais de internet, vai ver que dizem que o hino de Capitão de Campos (Piauí) foi escrito por Maria Angélica Halmenschlager Schmidt e fala sobre "imigrantes alemães, italianos e gaúchos". Isso é um erro grosseiro de digitação desses sites! Essa letra pertence ao município de Capitão, no Rio Grande do Sul. O verdadeiro e belíssimo Hino Oficial de Capitão de Campos, Piauí, foi composto pelo grande autor piauiense Edivaldo Memória (Edy Memória). Não erre isso de jeito nenhum!
Atenção na geografia do nosso estado! Existe uma comunidade rural tradicional de forte devoção a Nossa Senhora das Dores que também se chama "Capitão de Campos", mas ela fica localizada lá no sul do Piauí, dentro do território do município de Picos. No jogo, lembre-se: nós estamos estudando o município autônomo de Capitão de Campos, que fica no norte do estado e tem como padroeiro o Sagrado Coração de Jesus.
Na hora em que perguntarem sobre o desenvolvimento da cidade, o seu coração pode querer responder que a Estação Ferroviária foi a pioneira de tudo. Cuidado! A linha do tempo oficial mostra que a rodovia BR-343 (1943) chegou e organizou o comércio local mais de duas décadas antes do primeiro trem regular de passageiros passar por ali (o que só aconteceu em 1966). A estrada construiu a base sólida da cidade, enquanto a ferrovia foi um pico efémero de movimento que infelizmente entrou em colapso e acabou desativada no fim dos anos 1970.
Sua contribuição ajuda nossa equipe a continuar na estrada documentando a cultura e as belezas do Piauí com qualidade.
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